Projeto em destaque: Olim, do Chile

The Fellowship | 24 de novembro de 2025

Nathan Israel — Aliá do Chile — 22 de outubro de 2025; grupo de 4 pessoas em um aeroporto — segurando balões grandes, balões dourados, balão com a palavra “Israel” — homem de óculos, camiseta marrom-avermelhada, sandálias — mulher, camiseta preta, bolsa verde — rapaz, barba, camiseta marrom, corrente dourada — homem, camiseta preta, jeans
Foto: IFCJ

Os “Freedom Flights” da Fellowship ajudaram quase sete mil judeus da antiga União Soviética, da Europa e também da América do Sul a fazer aliá para sua pátria bíblica, Israel, neste ano. Muitas vezes, as histórias desses olim,imigrantes, envolvem sonhos, fuga e transformação. Esse pode ser o caso de muitos que desejam levar uma vida centrada no judaísmo em Israel, livres do antissemitismo, com sonhos que não poderiam realizar em nenhum outro lugar. A Fellowship se reuniu recentemente com três olim que fizeram aliá vindos do Chile, onde vive uma população judaica de até 16 mil pessoas.

Rodrigo fez aliá para se juntar aos seus pais idosos em Israel. No entanto, o verdadeiro motivo que levou o fotógrafo a imigrar do Chile foi poder dedicar-se à sua arte sem ter que esconder sua verdadeira identidade do mundo artístico. Rodrigo lembra que, em uma galeria, lhe disseram que ele não deveria se apresentar como um artista judeu.

“Aquele momento mudou minha perspectiva sobre morar aqui”, disse ele, “Trata-se de identidade – sentir-me livre para viver sendo eu mesmo”. Mesmo não morando na mesma cidade que seus pais, Rodrigo continua se dedicando à fotografia, sendo ele mesmo.

O irmão e os amigos de Felipe já moravam em Israel quando ele iniciou o processo de aliá , há quatro anos. Ele descreve sua educação judaica no Chile como uma “bolha”, na qual frequentava uma escola judaica e se sentia seguro dentro da comunidade. Quando ingressou na faculdade, percebeu que as coisas eram diferentes. Fora da modesta comunidade judaica em que cresceu, descobriu que a ideia de que os judeus eram “pessoas más” era generalizada. O período após 7 de outubro só tornou tudo ainda mais difícil.

“Muitas pessoas acham que sou louco por deixar um lugar seguro para ir para um país em guerra. No entanto, para mim, é exatamente o contrário. A guerra tornou mais difícil viver aqui como judeu”, disse Felipe.

Nathan também cresceu em uma comunidade judaica semelhante, com escolas que lhe davam apoio e amigos e familiares que o protegiam. Quando ingressou na faculdade, atuou como diretor político da Federação de Estudantes Judeus. Ele lembra que, após 7 de outubro, o clima ficou muito tenso.

“Alguns de nós não se sentem seguros em nossos países de origem; outros simplesmente querem viver plenamente nossa identidade judaica. A aliá nos dá essa segunda chance, essa oportunidade de viver com sentido. Além do aspecto pessoal, acho que isso também fortalece Israel. A diversidade de culturas, idiomas e tradições que se reúnem lá é o que torna Israel único e belo”, disse Nathan.

“Mesmo as trevas não serão escuras para ti; a noite brilhará como o dia, pois as trevas são como a luz para ti” ( Salmo 139:12).