Deus é a minha rocha

Yael Eckstein | 31 de maio de 2026

Imagem de Israel com vista para as montanhas

Vive o Senhor! Louvado seja a minha Rocha!
Exaltado seja Deus, meu Salvador! —
Salmo 18:46

Começamos todas as semanas com uma lição inspiradora dos queridos Salmos. Há séculos, esses poemas antigos do rei Davi e de outros autores têm sido a base do culto judaico e cristão. Aproveitem!

Existem muitos nomes para Deus na Bíblia. Alguns são mais conhecidos, como “Senhor”, “Deus” e “Senhor dos Exércitos”. Além disso, há nomes que descrevem melhor a essência de Deus, como “rei”, “meu pastor”, “pai” e outros. Esses apelidos costumam descrever as maneiras como Deus age em nossa vida ou na história.

Muitas vezes, o nome que usamos para nos referir a Deus diz mais sobre nós do que sobre Ele. Deixe-me explicar. Se eu chamar Deus de “pai”, estou me referindo a mim mesmo como Seu filho. Se eu O chamar de “meu pastor”, estou me vendo como uma ovelha em Seu rebanho.

Cada palavra que usamos para descrever Deus também nos descreve a nós mesmos e nosso relacionamento com Ele. Pensei nisso enquanto lia o Salmo 18 e estas belas palavras:“O Senhor vive! Louvado seja a minha Rocha! Exaltado seja Deus, meu Salvador!” Com base no que acabei de dizer sobre as descrições de Deus, o que significa quando nos referimos a Ele como nossa “Rocha”? O que isso revela sobre nosso relacionamento com Ele?

Este não é o único versículo da Bíblia que se refere a Deus dessa maneira. Por exemplo:“Ele é a Rocha; suas obras são perfeitas, e todos os seus caminhos são justos” ( Deuteronômio 32:4).

Uma rocha é sólida. É confiável. Não muda. E tudo isso se aplica a Deus. Mas acho que há algo mais nesse nome. Mais adiante, na mesma passagem de Deuteronômio, referindo-se aos inimigos de Israel que adoravam ídolos, Moisés escreveu:“Pois a rocha deles não é como a nossa Rocha” ( Deuteronômio 32:31).

Como eu disse, toda descrição de Deus é, na verdade, uma descrição do nosso relacionamento com Ele. Quando dizemos que Deus é nossa Rocha, o que queremos dizer é que a verdade de Deus é eterna, inquebrantável e imutável. Ele não é apenas algo em que acreditamos. Ele é o alicerce de tudo aquilo em que acreditamos.

Aqueles que se opõem à fé bíblica também têm uma “rocha”. Mas“a rocha deles não é como a nossa”. Eles também têm crenças nas quais acreditam firmemente e que consideram verdadeiras. Mas a rocha deles não é como a nossa.

No Salmo 18, quando Davi diz:“Louvado seja a minha Rocha”, o que ele realmente está dizendo é o seguinte: Louvado seja o meu Deus pessoal, que é confiável, forte, imutável e o alicerce de tudo o que sou.

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